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Pontos-chave
- Os sensores TPMS diretos transmitem por rádio em UHF, quase sempre em 315 MHz ou 433,92 MHz (também escrita como 433 ou 434 MHz).
- Não há regra geográfica absoluta: o Japão usa 315 MHz, a Europa usa 433 MHz, e nos EUA as duas convivem — inclusive dentro de uma mesma montadora.
- Um sensor na frequência errada pode até ser lido por uma ferramenta, mas não é aprendido pelo veículo.
- Frequência igual não garante compatibilidade: o protocolo de comunicação também precisa corresponder ao veículo.
- No Brasil, o mercado de reposição oferece sensores nas duas frequências; a confirmação deve vir do número OEM ou da leitura do sensor original.
Os sensores do TPMS direto se comunicam com o veículo por rádio, na faixa de UHF. Na prática, duas frequências concentram quase todos os sistemas: 315 MHz e 433,92 MHz — esta última aparece em catálogos e ferramentas também como “433 MHz” ou “434 MHz”.
Os componentes eletrônicos usados nos sensores costumam suportar as duas faixas[6,7,12]. Quem decide qual delas será usada é o projeto do veículo: a frequência é definida pela montadora para cada plataforma e mercado. É por isso que ela está entre as primeiras coisas a confirmar na hora de trocar um sensor.
Onde cada frequência é usada
A divisão costuma ser descrita por região, mas a realidade é mais misturada.
Japão. Um documento do Ministério de Assuntos Internos e Comunicações japonês registra que os sistemas de monitoramento de pressão e de abertura remota das portas usam a faixa de 315 MHz no país desde 2007 e que, internacionalmente, avança o uso da faixa de 433 MHz — motivo pelo qual o governo japonês abriu estudos sobre ela[1]. A tabela comparativa desse documento, que trata TPMS e controles remotos em conjunto, indica 315 MHz no Japão, 433 MHz na União Europeia e na Coreia, e as duas faixas nos Estados Unidos e na China[1].
Estados Unidos. As duas frequências convivem, às vezes dentro da mesma montadora. Um boletim técnico da General Motors identifica, para veículos da América do Norte, sensores de 314,9 MHz e de 433 MHz, distinguidos pelo código de opcional do veículo[2]. Um documento técnico da Porsche informa, para uma geração de seus sensores, 433 MHz nos EUA e 315 MHz em mercados como a Ásia[3].
| Mercado | O que indicam as fontes |
|---|---|
| Japão | 315 MHz[1] |
| União Europeia | 433 MHz[1] |
| Coreia do Sul | 433 MHz[1] |
| Estados Unidos | 315 MHz e 433 MHz, conforme montadora e modelo[1,2,3] |
| China | 315 MHz e 433 MHz[1] |
E no Brasil?
A frota brasileira reúne veículos nacionais e importados, desenvolvidos a partir de plataformas pensadas para diferentes mercados. Coerente com isso, o mercado de reposição brasileiro oferece sensores nas duas frequências: a Autel, por exemplo, comercializa no país versões de 433 MHz e de 315 MHz de seu sensor[9], além de sensores universais que combinam as duas faixas[10].
Não encontramos levantamento oficial sobre a distribuição das duas frequências na frota brasileira. A consequência prática é simples: não é seguro presumir a frequência pelo fato de o carro ser vendido no Brasil. Ela precisa ser confirmada caso a caso.
Por que um sensor da frequência errada não funciona
O receptor do veículo é projetado para uma frequência específica. Um sensor que transmite em outra faixa simplesmente não é “ouvido”.
O boletim da General Motors descreve exatamente essa situação: com o sensor de frequência errada, a ferramenta de diagnóstico consegue ler o sensor, mas não consegue fazer o aprendizado dele no veículo[2]. Ou seja, o sensor funciona, mas não se comunica com aquele carro. Ferramentas de serviço também sinalizam o problema: a da ATEQ exibe a mensagem “WRONG FREQUENCY” quando o sensor não pode operar na frequência exigida pelo veículo (315 ou 434 MHz)[4].
Como identificar a frequência correta
- Número de peça original (OEM). O número gravado no sensor original, consultado no catálogo do fabricante, é o ponto de partida mais seguro. Versões de frequências diferentes têm números de peça diferentes — no caso da GM, associados a códigos de opcional distintos[2].
- Leitura do sensor original com ferramenta TPMS. Antes de remover o sensor antigo, a ferramenta pode lê-lo e mostrar dados como o modo de operação[5].
- Documentação do veículo. Informações de serviço e códigos de opcionais podem indicar a versão do sistema instalada.
- Sensores programáveis. Sensores universais são programados com o protocolo do veículo e existem em versões que cobrem as duas frequências[10]. A Schrader, por exemplo, ampliou sua linha programável para 433 MHz em 2011, com foco em plataformas norte-americanas, da Ásia-Pacífico e europeias[8]. Mesmo assim, a programação precisa partir da identificação correta do veículo.
Resumo das frequências
| Frequência | Também aparece como | Onde as fontes indicam uso |
|---|---|---|
| 315 MHz | 314,9 MHz | Japão; parte dos veículos da América do Norte e da China[1,2] |
| 433,92 MHz | 433 MHz, 434 MHz | União Europeia e Coreia; parte dos veículos da América do Norte e da China[1,2] |
Radiofrequência e regulamentação no Brasil
Termos deste artigo no glossário
315 MHz · 433 MHz (433,92 MHz) · RF (radiofrequência) · Protocolo · Sensor programável (universal) · OEM
Fontes e referências
Os números entre colchetes no texto remetem a esta lista. Endereços consultados em 21 de setembro de 2026. Saiba como selecionamos fontes na Metodologia.
Como este conteúdo é produzido. Artigos do SensorTPMS são baseados em normas, documentação de montadoras e informação técnica de fabricantes, conforme a nossa Metodologia e a Política editorial.
Aplicações e procedimentos podem variar conforme veículo, ano, versão e mercado. Antes de qualquer serviço, confirme na documentação do fabricante.
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