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TPMS é obrigatório no Brasil? O que dizem as normas

O que as resoluções do CONTRAN dizem sobre o TPMS, como o Brasil se compara aos EUA, à Europa e à China e o que vale para os sensores como equipamentos de rádio.

Nesta página (5 seções)
  1. O que dizem as resoluções do CONTRAN
  2. Como o Brasil se compara a outros mercados
  3. Se não é obrigatório, por que há carros com TPMS?
  4. Os sensores e as regras de radiofrequência
  5. Acompanhamento

Pontos-chave

  • Nas resoluções do CONTRAN consultadas, o TPMS não consta entre os equipamentos obrigatórios dos veículos.
  • A Resolução CONTRAN nº 913/2022 menciona o TPMS uma única vez: para admitir o Regulamento ONU nº 141 como forma de comprovação do sistema.
  • Nos EUA, o TPMS é exigido em veículos leves fabricados desde setembro de 2007; na União Europeia, em todos os automóveis novos desde novembro de 2014.
  • Como transmissores de rádio, os sensores se enquadram, em princípio, nas regras da Anatel para equipamentos de radiação restrita, que exigem certificação.

O que dizem as resoluções do CONTRAN

Resolução CONTRAN nº 912/2022. É a norma que lista os equipamentos obrigatórios da frota de veículos em circulação. A lista inclui itens como a roda sobressalente — o estepe —, mas não inclui o sistema de monitoramento da pressão dos pneus[1].

Resolução CONTRAN nº 913/2022. Trata do uso de pneus em veículos e está em vigor desde 1º de abril de 2022. O TPMS é citado apenas uma vez, no art. 14, que integra o capítulo sobre o conjunto roda e pneu sobressalente. O caput permite que o órgão máximo executivo de trânsito da União admita, se tecnicamente justificado, veículos que atendam aos regulamentos ONU nº 64 ou nº 141 ou à norma norte-americana FMVSS 109 para comprovar os requisitos de segurança desse conjunto; o parágrafo único admite o Regulamento ONU nº 141 “para comprovação do Sistema de Monitoramento de Pressão dos Pneus (TPMS)”[2,3].

Em outras palavras, a resolução define como o sistema pode ser comprovado quando ele é exigido ou está presente, mas não cria uma obrigação geral de instalá-lo.

A minuta que deu origem a essa resolução passou por consulta pública do governo federal — conduzida pelo então Ministério da Infraestrutura — entre fevereiro e março de 2022 e já trazia uma definição de TPMS como sistema instalado no veículo, capaz de avaliar a pressão de enchimento dos pneus[4]. A imprensa especializada também registra que o sistema não é obrigatório no país[5].

Como o Brasil se compara a outros mercados

MercadoSituaçãoBase
Estados UnidosObrigatório em automóveis, utilitários, caminhões e ônibus com PBT até 4.536 kg fabricados desde 1º/9/2007 (exceto rodado duplo)Lei TREAD e FMVSS 138[6,7]
União EuropeiaObrigatório em novos modelos de automóveis desde 1º/11/2012 e em todos os automóveis novos desde 1º/11/2014; estendido a veículos pesados entre 2022 e 2024Reg. 661/2009 e Reg. 2019/2144[8,9]
ChinaNorma GB 26149-2017 em vigor desde 1º/1/2018; segundo previsão da NIRA Dynamics, exigência em novos modelos a partir de 2019 e nos demais em 2020GB 26149-2017[11,12]
BrasilNão consta entre os equipamentos obrigatórios; o Regulamento ONU nº 141 é admitido para comprovaçãoRes. CONTRAN 912/2022 e 913/2022[1,2]

Os requisitos técnicos adotados pela Europa estão no Regulamento ONU nº 141 — o mesmo citado pela resolução brasileira —, cujo escopo vai de automóveis a caminhões, ônibus e reboques pesados[10].

Se não é obrigatório, por que há carros com TPMS?

Parte dos veículos vendidos no Brasil é desenvolvida sobre plataformas globais ou importada de mercados onde o sistema é exigido — e pode trazer o TPMS de fábrica. Para o proprietário, o que importa na prática é saber se o veículo tem o sistema e de que tipo — direto ou indireto — para mantê-lo funcionando. Veja TPMS direto e indireto.

Os sensores e as regras de radiofrequência

Os sensores do TPMS direto são transmissores de rádio. No Brasil, a Resolução Anatel nº 680/2017 determina que equipamentos de radiocomunicação de radiação restrita tenham certificação emitida ou aceita pela Anatel, e define essa categoria de forma ampla[13]. A lista de referência de produtos da agência indica certificação para todos os equipamentos abrangidos por esse regulamento[14].

Os textos que consultamos não citam o TPMS pelo nome. Por isso, a conclusão de que os sensores se enquadram nessa categoria é uma leitura da definição geral — e não uma menção expressa. Ao comprar sensores, vale verificar a certificação do produto.

Acompanhamento

A regulamentação muda. Se o CONTRAN ou outro órgão publicar norma sobre o TPMS, este artigo será atualizado e a mudança ficará registrada no histórico abaixo, conforme a nossa Metodologia.

Termos deste artigo no glossário

TPMS · Luz de alerta do TPMS · RF (radiofrequência)

Fontes e referências

Os números entre colchetes no texto remetem a esta lista. Endereços consultados em 21 de setembro de 2026. Saiba como selecionamos fontes na Metodologia.

  1. Resolução CONTRAN nº 913/2022 — texto publicado (PDF)Ministério dos Transportes · Norma / legislação
  2. 49 CFR 571.138 — Standard No. 138; Tire pressure monitoring systemseCFR — Governo dos EUA · Norma / legislação
  3. Public Law 106-414 (TREAD Act), Seção 13 — Tire Pressure WarningGovInfo — U.S. Government Publishing Office · Norma / legislação
  4. Regulamento (CE) n.º 661/2009 — segurança geral dos veículos a motorEUR-Lex — União Europeia · Norma / legislação
  5. Regulamento ONU n.º 141 — sistemas de monitoramento da pressão dos pneusEUR-Lex — União Europeia · Norma / legislação
  6. GB 26149-2017 — Performance requirements and test methods of tire pressure monitoring system for passenger carsSAMR — Administração Estatal de Regulação do Mercado (China) · Norma / legislação

Como este conteúdo é produzido. Artigos do SensorTPMS são baseados em normas, documentação de montadoras e informação técnica de fabricantes, conforme a nossa Metodologia e a Política editorial.

Aplicações e procedimentos podem variar conforme veículo, ano, versão e mercado. Antes de qualquer serviço, confirme na documentação do fabricante.

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